Hoje já não me sinto tão cansada.Acolhida,valorizada,limpa.Alma pura.Depois do voo-alto demais,a queda ;depois da queda,a brisa zen.Acelerando e desacelerando;obedecendo aos sinais,faço a vida dar partida e já está em tempo.Caminho em passo firme;salto agulha,sorriso na cara,elegância,postura.E cor-de-rosa por dentro.Sei bem quem sou;sem mais tolices e questionamentos,reencontro comigo,pazes feitas: Comigo.Imagem de mocinha de novela,você vestido de vilão,perturbado,perdido e entregue.Entregue a um porto não tão seguro quanto pensas.''Pax et bonum'' ao alguém que já nem existe mais,pra mim,pra quem quiser ver.Ríspido.Desfazendo o pranto,a última chama,guardo mágoa nenhuma,viu.As boas lembranças e depois a decepção faz da vida uma aventura errante e a maturidade nos permite aceitar com brandura.Meu todo ''blairena'' se reafirma e se reconstrói de pedacinho em pedacinho,logo compensará o que veio à tona,como a resposta que veio e derruiu seu muro,seu devaneio súbito e sem lógica.Amanhã o sol voltará-ele sempre volta,e quem sabe junto a ele,brilharei.Brilho ainda oculto da pobre mocinha sofrida,livro na mão,poemas e muito apoio.Quem sabe também conheci um novo sorriso,um encanto mais nobre,mais próximo da realidade.Brilho ainda oculto retomando seu lugar;luz própria.Aprendo a viver nesse mundo jovial;estouvado e pérfido;cabeça erguida,cor nas unhas,olhar maduro pra não me perder.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Blairena
Hoje já não me sinto tão cansada.Acolhida,valorizada,limpa.Alma pura.Depois do voo-alto demais,a queda ;depois da queda,a brisa zen.Acelerando e desacelerando;obedecendo aos sinais,faço a vida dar partida e já está em tempo.Caminho em passo firme;salto agulha,sorriso na cara,elegância,postura.E cor-de-rosa por dentro.Sei bem quem sou;sem mais tolices e questionamentos,reencontro comigo,pazes feitas: Comigo.Imagem de mocinha de novela,você vestido de vilão,perturbado,perdido e entregue.Entregue a um porto não tão seguro quanto pensas.''Pax et bonum'' ao alguém que já nem existe mais,pra mim,pra quem quiser ver.Ríspido.Desfazendo o pranto,a última chama,guardo mágoa nenhuma,viu.As boas lembranças e depois a decepção faz da vida uma aventura errante e a maturidade nos permite aceitar com brandura.Meu todo ''blairena'' se reafirma e se reconstrói de pedacinho em pedacinho,logo compensará o que veio à tona,como a resposta que veio e derruiu seu muro,seu devaneio súbito e sem lógica.Amanhã o sol voltará-ele sempre volta,e quem sabe junto a ele,brilharei.Brilho ainda oculto da pobre mocinha sofrida,livro na mão,poemas e muito apoio.Quem sabe também conheci um novo sorriso,um encanto mais nobre,mais próximo da realidade.Brilho ainda oculto retomando seu lugar;luz própria.Aprendo a viver nesse mundo jovial;estouvado e pérfido;cabeça erguida,cor nas unhas,olhar maduro pra não me perder.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Intacta.
Podem desiludir meu coração,mas os sonhos de dentro dele ninguém conseguirá arrancar.Podem cortar meu coração,mas minha esperança jamais escorrerá junto com o sangue.E podem até maltratar meu coração que minha alma permanecerá intacta.Podem rejeitá-lo apesar de possuir o sentimento mais nobre e verdadeiro,e continuarei seguindo,de mente limpa.Podem com toda frieza e tirania me dar um banho de água fria,mas congelar meu coração,nunca.Haverá quem o aqueça.Podem lançar mil flechas de ódio e mágoa,porém meu guerreiro coração atingido e ferido sobreviverá.Podem questionar meu coração tolo e confuso ,mas um dia alguém saberá descobrir o sentido dele e cuidar com todo ardor.Podem não ter a mínima noção do quanto me dói,e me corrói o coração essas suas atitudes cegas e cruéis,mas não,eu não guardarei sentimentos pobres e vis ;guardarei nossos melhores momentos;saberei perdoar porque esse sim é o melhor caminho para a cura.Podem até brincar com meu coração,porém o que me importa é que EU o levo a sério e haverá alguém que assim também o leve.Podem tentar parti-lo a todo custo,mas depois do desmoronamento,juntarei meus cacos e voltarei a cravejá-lo de diamantes.E continuarei andando,ainda com esse meu coração de criança,usado e cansado,amando e perdoando com todas as cicatrizes e cortes ainda em carne viva,porque podem torcê-lo e darem quantos nós quiserem,mas a fórmula da minha essência ninguém destrói.E podem até roubar meu coração,mas se por ventura não souber preservá-lo,exijirei devolução imediata.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A primeira pessoa do singular
Voltei a ser minha.Só minha,e não de quem quiser.Estou livre para mim,não é o máximo?Estou livre pra ser.Para escrever minhas histórias,desabafos e poemas.Escrever na pasta de rascunhos do celular,e ninguem fazer chantagem pra olhar.Curtir meu próprio arsenal de músicas e dançar funk do jeito que se dança funk.Livre,leve e louca para sair e dançar no último volume do som até o último momento da festa.Livre para assumir a chocólatra que sou e fazer a tal dieta quando eu resolver fazer,por mim e para mim.Sonhar com mais um amor eterno.Babar sem culpa vendo o Mateus Solano sorrir na tevê.E o Caio Castro,o Wagner Moura também.Cometer os meus mais insanos desastres e impulsos sem ninguém pra me olhar de modo repreendedor.Sem o olhar de um príncipe perfeito,perfeito demais,e chato,chato demais!Ser criança.Ser criança no significado e no significativo.Ser a criança hiperativa,que pula,canta,ri e sonha sem se preocupar se está sendo boba.E ser a criança zangada,mimada,orgulhosa e danada!sem se preocupar e sem raciocinar antes de jogar a bola em direção ao teto e quebrar a lâmpada.E com direito,ainda,de botar o dedinho na boca(''eita...'').Ser criança sem ter vergonha de ainda sonhar em ir a Disney,me declarar apaixonada pela cinderela,e me derreter de desejo olhando as Barbies da vitrine como se fossem uma Louis vuitton original. Me dar o disfrute de usufruir de uma personalidade completamente antagônica,sendo além da menina trapalhona, mulher.Aquela mulher que fala o que pensa,faz o que pensa,e pensa!Aquela mulher que é amiga,aconselha,fala com doçura como a criança que é,mas ao mesmo tempo dá aquela bronca de mulher.Aquela que desconhece o maldito medo de enfrentar,julgar e errar,na mesma ordem.Aquela segura de si,firme,determinada e independente, como a mãe ama falar.A que aconselha e dá bronca até na mãe.A ''dama de ferro'' como é compreendida pelo pai,e com o mesmo carinho,princesa.Teimosa,sem pudor algum e sem vergonha de dizer.Na verdade, teimosia nem sempre me ajudou,mas como me deu asas!E agora voltei,ninguém jamais vai cortá-las.Intempestiva,aquela criatura que ora é o que é,ora é o que não esperam que ela seja.Definida pelas amigas,menina/mulher estou livre para ser e achar isso incrível.E ME achar incrível.Ser a MINHA menina,a MINHA mulher.voltarei a ser MINHA.E quem sabe, livre para ser metade sua,seja você quem for,é só merecer.Mas só a metade,aviso prévio.Estou livre para ler a capricho e conversar aquelas conversas de mulherzinha típicas sobre os colírios e sobre o quanto aquela famosa se vestiu mal- ou bem,mas de preferência mal,na festa do oscar.Livre para sonhar e desejar,na minha íntima e original feminilidade,com o dia do casamento quase do mesmo modo que com uma bolsa Prada.Livre para sonhar com toda mulherice do mundo,com a lua de mel em Paris,a cidade luz,romântica e incomparavelmente bela. Livre para pensar em mim e saber que assim como todo altruísmo em demasia é maléfico,toda moderada dose de esgoísmo é preciso.Livre para enxergar as provas de que posso sim ser amada com todos esses defeitos,e que estes podem ser levados e relevados de forma bem-humorada e até admirados,se realmente houver amor.Livre para aprender que não se deve levar-se tão a sério,nem aceitar que alguém tente mudar sua essência,por mais importante que o bendito alguém seja.Que nunca se deve esperar você sentir falta de si pra perceber que se adora. Para tirar minhas próprias lições das últimas experiências vividas e crescer um pouco mais.E QUERER um pouco mais.Livre!eu!minha!.
Ei,voltei! E agora é do MEU jeito.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
você,meu texto
Escrito de caneta
com vários borrões na letra
você é meu texto
meu poema
cinema
DILEMA.
meu gênero épico
poético
PATÉTICO.
de borracha passada,
página virada
amassada
R A S G A D A.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Velha amiga de limpeza.
O telefone toca.
-Alô?(se for você fale rápido,sem rodeios.Fale do quanto me ama e está sentindo minha falta.assuma o quanto está enciumado ao me ver leve e lépida.Confesse!sucumbiu ao pânico de me perder.Humilhe-se!Assim como me entreguei nos inoportunos e inúteis derradeiros milésimos de segundo,redigindo-me ínfima.Responda logo,por favor,que eu já não suporto mais as noites gélidas e tétricas...)
-Alô,amiga?sou eu,("teu reflexo,tua guardiã",ainda lembra da infância?). tudo bem por ai?
-Na medida do possível,as coisas vão se ajustando...e por aí?
-Na medida do possível,as coisas vão se ajustando...e daqui a pouco por mais que tarde,está tudo no lugar outra vez.
-Mas depois que tudo volta ao seu lugar,uma janela que até então fechada estava,abre-se sem licença,soprando mais uma ventania que desorganiza tudo como de outrora.Daí,a gente tem que limpar a sujeira toda sozinha de novo,e de novo...eles ainda aproveitam o temporal para fazer a festa,você sabe como é...
-Quer uma ajuda na faxina?
-Ah,claro,tá uma bagunça isso aqui,querida...você precisa ver.
- Primeiro na sua casa e depois você me ajuda com a minha ok?
-e se der um temporal outra vez,aproveitaremos o breu da energia que faltou e deitaremos no chão da mesma sala,com aquela mesma lanterna e conversaremos aquelas mesmas conversas,assim como um dia desses chuvoso e feroz, que ficou por ai...
-Estou indo praí!
Pra começar a faxina, arranque o fio do telefone.
-Alô?(se for você fale rápido,sem rodeios.Fale do quanto me ama e está sentindo minha falta.assuma o quanto está enciumado ao me ver leve e lépida.Confesse!sucumbiu ao pânico de me perder.Humilhe-se!Assim como me entreguei nos inoportunos e inúteis derradeiros milésimos de segundo,redigindo-me ínfima.Responda logo,por favor,que eu já não suporto mais as noites gélidas e tétricas...)
-Alô,amiga?sou eu,("teu reflexo,tua guardiã",ainda lembra da infância?). tudo bem por ai?
-Na medida do possível,as coisas vão se ajustando...e por aí?
-Na medida do possível,as coisas vão se ajustando...e daqui a pouco por mais que tarde,está tudo no lugar outra vez.
-Mas depois que tudo volta ao seu lugar,uma janela que até então fechada estava,abre-se sem licença,soprando mais uma ventania que desorganiza tudo como de outrora.Daí,a gente tem que limpar a sujeira toda sozinha de novo,e de novo...eles ainda aproveitam o temporal para fazer a festa,você sabe como é...
-Quer uma ajuda na faxina?
-Ah,claro,tá uma bagunça isso aqui,querida...você precisa ver.
- Primeiro na sua casa e depois você me ajuda com a minha ok?
-e se der um temporal outra vez,aproveitaremos o breu da energia que faltou e deitaremos no chão da mesma sala,com aquela mesma lanterna e conversaremos aquelas mesmas conversas,assim como um dia desses chuvoso e feroz, que ficou por ai...
-Estou indo praí!
Pra começar a faxina, arranque o fio do telefone.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Tentativa.Parte I./Nenhuma dentro.
E como o sol brilha após a chuva
Arco-íris refletido na água turva
Seguirei até onde der pra ver
que tudo passou
que o vento levou
Mas me vem um balde frio de loucura
(é que ainda sinto sua temperatura)
E sem qualquer argumento
Lembro o seu temperamento
Transbordo você em pensamento
Tento
Chuto,e nenhuma dentro.
Arco-íris refletido na água turva
Seguirei até onde der pra ver
que tudo passou
que o vento levou
Mas me vem um balde frio de loucura
(é que ainda sinto sua temperatura)
E sem qualquer argumento
Lembro o seu temperamento
Transbordo você em pensamento
Tento
Chuto,e nenhuma dentro.
O que você não viu.
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