Me chamou de pequena e partiu. Por não saber ser vil,mal conseguiu parecer viril.Mal me viu.E foi,sem culpa.Não houve um contrato,afinal.Houve companhia boa,elegância e leveza nos detalhes.Vinho bom,papo agradável e expectativas correspondidas.Houve os momentos singelos de cócegas,brincadeiras,sorrisos e séculos sem fim ao telefone, dando a essa relação sem nome uma intimidade falsa.Revelaria a lista de todos os apelidos que sugerimos um ao outro de forma carinhosa e divertida.Intimidade simulada.Houve gentileza,surpresa e conquista.Cavalheirismo é para poucos,ou melhor,poucas.É preciso ser mulher para casar,o que muitos-e muitas, confundem com mulher para lavar,passar e aceitar.A mulher para casar tem vida própria,e um quê de mistério.A mulher para casar desperta o interesse,e como todo interessado ele dá seu jeito de passar de ogro para lord sem muito embaraço.E eu declararia aqui todas as coisas que aprendi sobre mulheres para casar nos quatro livros de auto-ajuda os quais li nas últimas semanas,se não quisesse falar de você.
Houve magia,frio na barriga,e algumas negligências.Super básico.Mais fácil resolver um cubo mágico do que a cor da nossa amizade.Impetuosa,frenética,intensa einconstante que sou não tenho aptdão para suportar coisas mornas.Mas me deslumbro com doçura,piadas bobas e jeito moleque.
Meu inferno astral veio à tona depois que voltamos à nossas atividades habituais,ao foco em nossos objetivos.Se eu admitisse mesmo essa coisa toda de astrologia iria dizer no auge da minha fé que você foi meu querubim.Mas na real,você foi só mais um amuleto da sorte durante todo esse tempo de conexão,desconexão e reconexão.
Danado,copiou fácil meu manual de instrução.Sim,porque era preciso de um para saber fazer durar aquele arrepio agudo que chega a doer na espinha,pé com pé e mãos assustadoramente derretidas,sem falar do saudoso cheiro que seu perfume epidérmico sugere.
Balairina guardada na sua caixinha de música,mantenho-me cautelosa,solícita e consciente.Desconectados e fora de sintonia,nos vemos por aí.
Você não soube ser mais sólido,você não conseguiu ser mais inóspito ,embriagado de tanta afabilidade quase que automática.Você não soube ser mais viril,simplismente não soube ser mais.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Sobre as meninas puras e suas famílias conservadoras
A história se repete e vem se alastrando desde o trágico fim do digno clássico literário Romeu e Julieta.Ela tem o péssimo hábito de estender-se gradualmente em torno de um ponto central: as princesas mais encantadoras,nobres e castas,acompanhadas de suas famílias impiedosamente conservadoras.
É assim,ela já nasce de brincos e aconchega-se no berço cor-de-rosa com branco com seu nome gravado dos lençóis à porta.Avós e tios sufocando-a de presentes e mimos e de uma horrível paranóia de cuidados exagerados. ''Buáá!'',a little darling já conclui daí : '' socorro,cilada!''. A pequena é guardada dentro da famosa bolha protetora.Torna-se frágil,acomoda-se.Mas um dia, querendo ou não,Alice cresce e o país das maravilhas fica tedioso demais para ela.É aí a parte não mencionada nos contos de fadas,a parte que a bolha estoura.Vem,então, à tona sua incontrolável ânsia que surge da fome por um apetitoso prato deliciosamente chamado liberdade.E seus desejos até então podados,direcionam-se ao proibido.Se você não quer que alguém sinta loucamente vontade de algo,então não torne-o proibido.A proibição é um tempero a mais,que deixa o prato ainda mais desejado;água na boca.
Amor proibido é tentador,não acham? tem gosto especial,um quê de quero mais,etc e tal.É covardia querer manipular o coração de alguém.Covardia é opor-se ao desejo mais puro que uma princesinha tem : amar.Mas falo de covardia de verdade, não porque Romeu e Julieta foram impedidos de viverem felizes para sempre.Um dia eles iriam se casar,Julieta ficaria irritada com a toalha largada na cama,a tampa do vaso sempre levantada e o fato de Romeu saber de cor a escalação do seu time favorito,porém nunca recordar-se da data de aniversário de casamento.Romeu ficaria maluco com a TPM de julieta,com o cartão de crédito estourado e com as horas que ela passaria se aprontando frente ao espelho.Amor proibido.É tudo muito lindo,''Hollywoodianamente'' perfeito.Muito bonito,romântico e muito Manoel Carlos.Proibir um amor água-com-açucar é covardia mesmo,mas pior que isso é estabeler um amor proibido entre a princesinha da casa e seu (não tão seu assim) cobiçado prato de liberdade.No fim de tudo você considera que os pais também erram e são até covardes.''São crianças como você...'',e provavelmente são o que você vai ser quando você crescer. E conclui que se você é a boneca da casa a situação se agrava.Porque quando era você que manipulava sua boneca,você nunca acordou um dia e deu de cara com a própria de minissaia,cabelo mechado e rímel borrado, chegando sabe-se lá de onde com as sandálias na mão enquanto se arrastava até a cozinha para preparar suas torradas.Conclui que agiria um tanto ou exatamente igual a seus pais se visse sua boneca se transformando assustadoramente.Conclui que os pais também tem suas falhas e fraquezas e precisa perdoá-los por isso.
Mas enquanto não entende a incompetência dos meus conselhos provindos de minha própria experiência errante,acredite que toda bolha possui uma película finíssima demais para resistir eternamente;que não há mal que dure para sempre;que não há mal que não traga um bem e disso,ah disso não duvide: você vai rir de tudo isso.
Enquanto isso a velha história shakespereana se repete e trás de volta Romeu e Julieta aos tempos modernos,a Dama e o Vagabundo,a Princesa e o Plebeu...porque de certo até as princesas mais corretas e tradicionais vão conseguir resistir a tudo,menos a uma TENTAÇÃO.
É assim,ela já nasce de brincos e aconchega-se no berço cor-de-rosa com branco com seu nome gravado dos lençóis à porta.Avós e tios sufocando-a de presentes e mimos e de uma horrível paranóia de cuidados exagerados. ''Buáá!'',a little darling já conclui daí : '' socorro,cilada!''. A pequena é guardada dentro da famosa bolha protetora.Torna-se frágil,acomoda-se.Mas um dia, querendo ou não,Alice cresce e o país das maravilhas fica tedioso demais para ela.É aí a parte não mencionada nos contos de fadas,a parte que a bolha estoura.Vem,então, à tona sua incontrolável ânsia que surge da fome por um apetitoso prato deliciosamente chamado liberdade.E seus desejos até então podados,direcionam-se ao proibido.Se você não quer que alguém sinta loucamente vontade de algo,então não torne-o proibido.A proibição é um tempero a mais,que deixa o prato ainda mais desejado;água na boca.
Amor proibido é tentador,não acham? tem gosto especial,um quê de quero mais,etc e tal.É covardia querer manipular o coração de alguém.Covardia é opor-se ao desejo mais puro que uma princesinha tem : amar.Mas falo de covardia de verdade, não porque Romeu e Julieta foram impedidos de viverem felizes para sempre.Um dia eles iriam se casar,Julieta ficaria irritada com a toalha largada na cama,a tampa do vaso sempre levantada e o fato de Romeu saber de cor a escalação do seu time favorito,porém nunca recordar-se da data de aniversário de casamento.Romeu ficaria maluco com a TPM de julieta,com o cartão de crédito estourado e com as horas que ela passaria se aprontando frente ao espelho.Amor proibido.É tudo muito lindo,''Hollywoodianamente'' perfeito.Muito bonito,romântico e muito Manoel Carlos.Proibir um amor água-com-açucar é covardia mesmo,mas pior que isso é estabeler um amor proibido entre a princesinha da casa e seu (não tão seu assim) cobiçado prato de liberdade.No fim de tudo você considera que os pais também erram e são até covardes.''São crianças como você...'',e provavelmente são o que você vai ser quando você crescer. E conclui que se você é a boneca da casa a situação se agrava.Porque quando era você que manipulava sua boneca,você nunca acordou um dia e deu de cara com a própria de minissaia,cabelo mechado e rímel borrado, chegando sabe-se lá de onde com as sandálias na mão enquanto se arrastava até a cozinha para preparar suas torradas.Conclui que agiria um tanto ou exatamente igual a seus pais se visse sua boneca se transformando assustadoramente.Conclui que os pais também tem suas falhas e fraquezas e precisa perdoá-los por isso.
Mas enquanto não entende a incompetência dos meus conselhos provindos de minha própria experiência errante,acredite que toda bolha possui uma película finíssima demais para resistir eternamente;que não há mal que dure para sempre;que não há mal que não traga um bem e disso,ah disso não duvide: você vai rir de tudo isso.
Enquanto isso a velha história shakespereana se repete e trás de volta Romeu e Julieta aos tempos modernos,a Dama e o Vagabundo,a Princesa e o Plebeu...porque de certo até as princesas mais corretas e tradicionais vão conseguir resistir a tudo,menos a uma TENTAÇÃO.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Vai um gelo no café?
Vem aqui,puxe a cadeira.Chame o garçom e peça duas xícaras;mesa pra dois;e cartas,por favor.Sim,eu disse cartas.Não,não na manga.Sobre a mesa;aqui;agora.Não quero queimar a língua,mas gelo no café não me agrada.É só tomar devagar,aos poucos.Aliás essa é a graça de uma xícara de café quentinho: apreciar cada gole.Com cautela,com cuidado,com classe.Detesto,não aturo coisa morna.Então senta aqui,ou é quente ou é gelado.Bora lá,não amola;não enrola.Ninguem aqui é mais criança pra brincar de pique-esconde.Ninguém aqui é mais uma pilha de incertezas pra ficar no zero a zero.Vamo lá,jogador,ou faz o gol,ou dá uma de juíz e apita o último segundo:só um pouco mais alto,faz favor.Buut,remember:quem faz as regras do jogo não és tu,então não dê bola fora ou cartão vermelho pra você!Reticências não me atraem.Meio termo me tira o sossego,me faz frenética mais do que o de costume,o que me deixa fora do tom, fora de si,fora de moda.Então,vem,senta aqui que o tempo fechou.Pede um café pra esquentar,você sabe que frio me incomoda.Você já sabe a maioria das coisas que me desagradam e me tiram o sono.Quase uma lista gigantesca sem fim de itens intoleráveis pela minha personalidade ora pacífica,ora tempestuosa.
Ok,vamos jogar.Mas com todas as cartas sobre a mesa,essa é a condição número um.Cabe a você conseguir a proeza de aquecer meus pés gelados -por baixo da mesa.O coração idem.E quando o sol se abrir,quem sabe,sorvete outra vez até cai bem.
Ok,vamos jogar.Mas com todas as cartas sobre a mesa,essa é a condição número um.Cabe a você conseguir a proeza de aquecer meus pés gelados -por baixo da mesa.O coração idem.E quando o sol se abrir,quem sabe,sorvete outra vez até cai bem.
domingo, 30 de maio de 2010
Pra você,meu mais recente ponto de interrogação.
Vou escrever pra você.Hoje acordei e quis escrever pra você.Simplório e singelo,um texto pra você.Que chegou do acaso,e me veio com essa coisa toda de sorte,de fé e de astros em sintonia.E me veio com essa coisa toda de que destino pode ser sorte.Você que me trouxe paz,que me trouxe positividade;Você que me põe no céu sem me tirar do chão.Tirar os outros do chão me parece um tanto cruel;Mas Ok,me desapegando do passado,vamos à você.À você que me distrai e me diverte com aquelas caras e bocas ao te observar dirigindo.E sabe o jeito certo de me roubar um beijo quando o sinal fecha.Um texto pra você que me deixa confusa,que me deixa em alerta! Você que me aguça o sexto sentido;estimula minha inteligência feminina.Hoje acordei no domingo com pingos de chuva vindo de encontro ao telhado,e disse amém.Hoje acordei rouca como consequência do sorvete de ontem entre outras atitudes impulsivas,inconsequentes.E hoje acordei a fim de te escrever.Você ligando ou não;batendo aqui na porta só pra me ver durante um minuto.Ou não.Você que ao mesmo tempo em que me deixa desconfiada-ligada por uma sensação que até então não conhecia com essa tua face malandra,me passa imensa confiança de um outro lado da face doce e madura.Você que me colheu madura.Você que chegou sem me cobrar nada,e sem dizer nada.Não quero que diga nada,você sabe...palavras,sempre tão ilusórias!E então confio nas tuas atitudes,ainda que não tenham essa claridade toda.Mas quem sabe um dia,as cores dessa amizade se definam,talvez a luz ajude,a posição do sol,não sei.Talvez sim,talvez não.Porque querendo ou não você é um super ponto de interrogação nesse meu texto, e juro que pretendo substituí-lo por um ponto pouco mais agradável.Mas toda interrogação que se preze-ou quase toda,trás logo a frente suas devidas respostas,e que essas venham na forma de atitudes,apesar do meu arduo amor pelas palavras,pois não dá pra por um ponto final logo após um ponto de interrogação,não faz sentido.Só não dá pra esperar uma resposta sempre,então que a gramática me perdoe e não me censure o ponto de exclamação se eu não tiver outra saída a não ser por um ponto final numa interrogação caprichosa e birrenta!
Esse texto é pra você,meu amigo.Você que me convida a sair da realidade de maneira sutil,cautelosa.E logo a ela me devolve,direitinho,sem arranhões.Você que assustadoramente lê a minha mente.Você que incrivelmente se parece comigo.Você que fica um charme dando bronca,falando de assunto sério,ou me tirando uma dúvida de química.Você que fica um doce quando tenta me fazer cócegas,e me provocar arrepio.Você que me abraça, me passa seu cheiro.Me acolhe,mas não causa apego.Apego é ruim.Bom é você gostar de alguém porque você gosta e fim.E não porque precisa de colo.Mergulhar de cabeça é ruim.Bom é você desvendar os mistérios do imenso mar que pode ser uma pessoa!E lembre-se da possibilidade divina que existe de se encontrar um tesouro por lá.É só mergulhar fundo,mas devagar.E esteja bem equipado!você pode não achar nada,e vai precisar voltar à superfície.Não achar o tesouro é ruim.Bom é saber que você já conquistou muitos outros bem mais valiosos.Você ainda é esse mar escuro,que mergulho aos pouquinhos.Preciso enxergar o que há no fundo,e você me embaça a vista ás vezes,mas já consigo ver alegres cardumes formando cores vivas e fortes.Será que foi ilusão de ótica?Aguardo pra vê;sem pressa,sem expectativas.Na boa,na minha,na paz.Na minha paz.Meu equipamento é até seguro.
Um texto pra você que hoje ensino minhas teorias e previsões,e compartilho meus gostos musicais e ''chocoláticos''.Pra você que me faz rir quando está por perto,e me ativa a ansiedade quando está ausente.Pra você que me parece já estar indo tão cedo,ou na hora exata;se for,adeus,durma bem.
Um texto pra você que hoje ensino minhas teorias e previsões,e compartilho meus gostos musicais e ''chocoláticos''.Pra você que me faz rir quando está por perto,e me ativa a ansiedade quando está ausente.Pra você que me parece já estar indo tão cedo,ou na hora exata;se for,adeus,durma bem.
Pra você,leve;tranquilo.Você,moleque;agitado.Você doce,carente,prudente.Esse texto é pra você.
da bailarina.
da bailarina.
;*
quinta-feira, 6 de maio de 2010
À Alice que mora em mim
Adorável menina Alice,
Tenho me dispersado à beça de ti.É,acho que comi um daqueles bolos mágicos neste sonho insano-pesadelo.Bolo amargo e corrosivo, porém me fez crescer.Cresci a ponto de não mais caber no louco país das maravilhas.Mas eu sei,menininha,que tu estás ainda aqui.Sinto,por ora tuas fantasias,sonhos e vejo ainda belas rosas pintadas de vermelho guache.Ideias loucas.
Te escrevo,pequena,pra avisar que não me esqueço de ti,não me saio de ti,e vice-versa.No entanto,tu sabes que essa bagunça aqui não tem essa coisa toda de maravilha.
Tenho me dispersado à beça de ti.É,acho que comi um daqueles bolos mágicos neste sonho insano-pesadelo.Bolo amargo e corrosivo, porém me fez crescer.Cresci a ponto de não mais caber no louco país das maravilhas.Mas eu sei,menininha,que tu estás ainda aqui.Sinto,por ora tuas fantasias,sonhos e vejo ainda belas rosas pintadas de vermelho guache.Ideias loucas.
Te escrevo,pequena,pra avisar que não me esqueço de ti,não me saio de ti,e vice-versa.No entanto,tu sabes que essa bagunça aqui não tem essa coisa toda de maravilha.
Tu sabes que a vida não é só ilusão,Alice?Olha,não estou sendo agressiva,não,sinto falta de quando eras mais intensa em mim.
És ainda a senhorinha do meu coração,minha metade criança,meu lado mais casto.Tu sabes que ainda mora aqui,dentro dessa personalidade mais maluca que tuas fantasias.Tu sabes que te quero e que te quero bem,menina.Porém,te quero um pouco menos Alice.Sei que é covardia te dizer isso,mas cresço e vejo graça nas coisas reais e vejo até magia nelas.Talvez a vida vá muito mais além e seja até mais interessante do que certos clichês.A palavra não lançada,o ''adoro você'' desencorajado por um livro de auto-ajuda feminino e pelas fortes desilusões de ontem,quem sabe foi providencial para a calma de um futuro amor livre,firme e real.Subo por outras escadas,tecendo novos caminhos.Aprendo a jogar o xadrez desse país das maravilhas concreto e real.Ao mesmo tempo te levo no peito,menina,te preservo pedindo e cantando -"Alice,não me escreva aquela carta de amor".Mas,se um dia resolver escrever uma,seja menos ilusória,mais honesta com nós duas para não cairmos no mesmo buraco outra vez.Combinado?
Beijos açucarados!
És ainda a senhorinha do meu coração,minha metade criança,meu lado mais casto.Tu sabes que ainda mora aqui,dentro dessa personalidade mais maluca que tuas fantasias.Tu sabes que te quero e que te quero bem,menina.Porém,te quero um pouco menos Alice.Sei que é covardia te dizer isso,mas cresço e vejo graça nas coisas reais e vejo até magia nelas.Talvez a vida vá muito mais além e seja até mais interessante do que certos clichês.A palavra não lançada,o ''adoro você'' desencorajado por um livro de auto-ajuda feminino e pelas fortes desilusões de ontem,quem sabe foi providencial para a calma de um futuro amor livre,firme e real.Subo por outras escadas,tecendo novos caminhos.Aprendo a jogar o xadrez desse país das maravilhas concreto e real.Ao mesmo tempo te levo no peito,menina,te preservo pedindo e cantando -"Alice,não me escreva aquela carta de amor".Mas,se um dia resolver escrever uma,seja menos ilusória,mais honesta com nós duas para não cairmos no mesmo buraco outra vez.Combinado?
Beijos açucarados!
sábado, 1 de maio de 2010
Imprevisivelmente,o destino.
No computador-e de pijama do mickey, buscava mil refúgios;coisas que deixassem minha cabeça espairecida,distraída e abstraída,afastada desse meu conturbado mundo atual.Procurava coisas que me distraíssem e me deixasse ali,bem ali,na beira da sonolência,ainda meio que na dúvida: mergulho ou não.Tão distraída e interessada quanto um bebê ao berço observando o móbile no alto, cheio de estrelinhas e aviõesinhos girando,girando,girando...
Lia textos;Clarice e CaioF.É,me encontro ainda num estado nostálgico,sim,nunca tive a pretensão de ocultar a minha doce fragilidade.Não por orgulho,sabe,por não conseguir mesmo.É que meu expressivo semblante usufrui de caras e bocas e denuncia meu lado de dentro,meu interno,meu in;''pode dizer,evidente que você tem alguma coisa,eu conheço você''.Via vídeos de dança,ballet;sonho,paixão,algo que me baixasse qualquer sentimento bom, límpido;e sim,era possível.Me recordo de ter trocado algumas asneiras com os poucos velhos e bons e outras com os que me cativam recente.Me recordo de que nada mais além disso até o celular espernear,me dando conta de sua própria existência.Convite.Tão breve,direto e simplório que mal cogitei a possibilidade de uma roupa nova,um salto mais alto,e a quebra do lacre do makeup by Victória's Secret.Disfarce na espinha-intrusa e ousada,nude na boca,cheirinho de bebê.Era apenas um corriqueiro encontro com amigos;aqueles meio que irmãos por convivência diária.Portanto,estávamos alí basicamente para fugir do ócio que é uma modorrenta tarde de domingo.Não havia necessidade de rímel,cabelos impecáveis a lá Britney.Engano.Mulheres,nós nunca sabemos o que o destino guarda e aguarda.''Você está linda''.É,acho que cresci.Ou minha postura ajudou,meu cabelo ao natural,não sei.No entanto,hoje acordei esperta.Truque no cabelo,lápis no olhar.Esquema armado para usar a melhor fragância da invejável pratileira de minha mãe-graças as Deus ela ainda não instalou alarme por lá,e espero que ela não note se me excedi na quantidade.Ansiedade e nervosismo,me senti tão boba;infantil.Mas quem me vê falando assim,jura que sou uma daquelas solteironas no melhor estilo ''Sex and the city''.Normal que seja assim;sorte de saber desfarçar com sutileza.Alegrinha;Um sorriso de dentro pra fora,um novo sorriso.
Lia textos;Clarice e CaioF.É,me encontro ainda num estado nostálgico,sim,nunca tive a pretensão de ocultar a minha doce fragilidade.Não por orgulho,sabe,por não conseguir mesmo.É que meu expressivo semblante usufrui de caras e bocas e denuncia meu lado de dentro,meu interno,meu in;''pode dizer,evidente que você tem alguma coisa,eu conheço você''.Via vídeos de dança,ballet;sonho,paixão,algo que me baixasse qualquer sentimento bom, límpido;e sim,era possível.Me recordo de ter trocado algumas asneiras com os poucos velhos e bons e outras com os que me cativam recente.Me recordo de que nada mais além disso até o celular espernear,me dando conta de sua própria existência.Convite.Tão breve,direto e simplório que mal cogitei a possibilidade de uma roupa nova,um salto mais alto,e a quebra do lacre do makeup by Victória's Secret.Disfarce na espinha-intrusa e ousada,nude na boca,cheirinho de bebê.Era apenas um corriqueiro encontro com amigos;aqueles meio que irmãos por convivência diária.Portanto,estávamos alí basicamente para fugir do ócio que é uma modorrenta tarde de domingo.Não havia necessidade de rímel,cabelos impecáveis a lá Britney.Engano.Mulheres,nós nunca sabemos o que o destino guarda e aguarda.''Você está linda''.É,acho que cresci.Ou minha postura ajudou,meu cabelo ao natural,não sei.No entanto,hoje acordei esperta.Truque no cabelo,lápis no olhar.Esquema armado para usar a melhor fragância da invejável pratileira de minha mãe-graças as Deus ela ainda não instalou alarme por lá,e espero que ela não note se me excedi na quantidade.Ansiedade e nervosismo,me senti tão boba;infantil.Mas quem me vê falando assim,jura que sou uma daquelas solteironas no melhor estilo ''Sex and the city''.Normal que seja assim;sorte de saber desfarçar com sutileza.Alegrinha;Um sorriso de dentro pra fora,um novo sorriso.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Blairena
Hoje já não me sinto tão cansada.Acolhida,valorizada,limpa.Alma pura.Depois do voo-alto demais,a queda ;depois da queda,a brisa zen.Acelerando e desacelerando;obedecendo aos sinais,faço a vida dar partida e já está em tempo.Caminho em passo firme;salto agulha,sorriso na cara,elegância,postura.E cor-de-rosa por dentro.Sei bem quem sou;sem mais tolices e questionamentos,reencontro comigo,pazes feitas: Comigo.Imagem de mocinha de novela,você vestido de vilão,perturbado,perdido e entregue.Entregue a um porto não tão seguro quanto pensas.''Pax et bonum'' ao alguém que já nem existe mais,pra mim,pra quem quiser ver.Ríspido.Desfazendo o pranto,a última chama,guardo mágoa nenhuma,viu.As boas lembranças e depois a decepção faz da vida uma aventura errante e a maturidade nos permite aceitar com brandura.Meu todo ''blairena'' se reafirma e se reconstrói de pedacinho em pedacinho,logo compensará o que veio à tona,como a resposta que veio e derruiu seu muro,seu devaneio súbito e sem lógica.Amanhã o sol voltará-ele sempre volta,e quem sabe junto a ele,brilharei.Brilho ainda oculto da pobre mocinha sofrida,livro na mão,poemas e muito apoio.Quem sabe também conheci um novo sorriso,um encanto mais nobre,mais próximo da realidade.Brilho ainda oculto retomando seu lugar;luz própria.Aprendo a viver nesse mundo jovial;estouvado e pérfido;cabeça erguida,cor nas unhas,olhar maduro pra não me perder.
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